Guilherme Isnard, A gente deu a sorte, e o azar de gravar com Paulo Ricardo. A história de Agora Eu Sei.

Guilherme Isnard, A gente deu a sorte, e o azar de gravar com Paulo Ricardo. A história da música Agora Eu Sei.



Em 1985, antes do estouro nacional do RPM, uma parceria inesperada marcou o início do sucesso de um novo grupo no rock brasileiro.

O motivo, a participação de Paulo Ricardo — então o novo ídolo nacional — na canção “Agora Eu Sei”, do grupo Zero. A música foi um grande sucesso no país.
Essa história do sucesso do Zero, ligado ao vocalista do RPM, gerou grande irritação no líder do Zero, por conta da insinuação maldosa e historicamente equivocada, que o Zero propositalmente se aproveitou do sucesso do RPM.

Como explicou o próprio Isnard, o Zero existia muito antes do RPM. Ele falou em entrevista que, “Paulo Ricardo e Fernando Delúqui eram frequentadores assíduos dos shows da banda e dos ensaios, ainda na época dos Voluntários da Pátria, e também frequentavam os ensaios do Zero.

O RPM estourou de um jeito que, quando os radialistas descobriram que o Paulo fazia um dueto na faixa “Agora Eu Sei”, passaram por cima da nossa faixa de trabalho e saíram tocando.

A gravadora havia escolhido “Cada Fio um Sonho” como música de trabalho, mas os radialistas, ao perceberem que Paulo Ricardo tinha participação em “agora eu sei”, começaram a tocar sem parar.

O resultado foi inevitável: a faixa se transformou no maior sucesso da história da banda Zero, ainda que sob a sombra do fenômeno RPM.

A música foi gravada em 1985 e lançada no EP Passos no Escuro, teve um videoclipe que circulou em programas de televisão, consolidando a faixa como uma das mais executadas em 1985.

A presença de Paulo Ricardo foi circunstancialmente importante no lançamento da banda, o nome dele, que logo se tornaria sinônimo de sucesso, ajudou a projetar a banda Zero nacionalmente, dando visibilidade ao trabalho de Isnard e seus companheiros.

Agora, o ZERO é uma banda que tem um repertório próprio, boas músicas, um trabalho muito bom, boas letras, bons arranjos, é uma grande legião de fãs, por isso não parece justo só dar crédito ao Paulo Ricardo pelo sucesso da banda.